Manter uma dieta rica em frutas, verduras e legumes faz bem para a saúde, mas para o bolso está cada vez mais pesado. Uma pesquisa de preços divulgada nesta quarta-feira (23) pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostrou que esses foram os itens que mais encareceram na cesta de produtos em janeiro.
O preço médio das frutas aumentou 4,38%; o das verduras, 15,03%; o dos legumes, 23,42%. Em uma conta simples, é como se o quilo da maçã, que custava R$ 5 em dezembro, passasse para R$ 5,21; o repolho, que custava R$ 1, fosse para R$ 1,15; e o quilo da berinjela, que antes valia R$ 3, subisse para R$ 3,70.
O preço do peixe, que também é muito recomendado por nutricionistas em dietas saudáveis, aumentou 4,19% entre dezembro e janeiro. É como se o quilo do pescado, que custava R$ 7, aumentasse para R$ 7,29.
Os aumentos de preços fazem parte do IPV (Índice de Preços no Varejo). De modo geral, os produtos pesquisados ficaram 0,39% mais caros. Nos últimos 12 meses, os preços já subiram 4,62%.
A Fecomercio diz que as chuvas foram o maior vilão da alimentação saudável.
- As fortes chuvas e o excesso de umidade nas regiões produtoras prejudicaram a qualidade dos produtos in natura, reduzindo sua oferta e, portanto, pressionando os preços. O consumidor que optou por procurar esses alimentos nas feiras também não teve uma experiência muito agradável.
Quem torce o nariz para o brócolis e prefere o churrasco de fim de semana teve uma boa notícia: após seis meses de aumentos nos preços, os açougues anotaram queda de 0,34% nas carnes bovinas e de 1,31% nas carnes de aves.
É como se o preço da picanha, que custava R$ 35 em dezembro, passasse a valer R$ 34,88. Já no caso do frango resfriado, que custava R$ 15 o quilo, o preço cairia para R$ 14,80.
Fonte: r7.com
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